Considero o Ministério Público uma das instituições mais sérias do Brasil e responsável por boa parte das ações que trouxeram à tona os esquemões de corrupção no âmbito de governo e do Legislativo. Entretanto, algumas iniciativas pecam pelo exagero. Uma delas é o que acontece em São Miguel do Oeste, onde as tradicionais festas juninas em escolas não podem mais servir quentão feito à base de vinho. Diz o Ministério Público que isso induz adolescentes a manter contato com o álcool. Bom, talvez isso até tenha uma certa lógica. Só que acho meio difícil alguém se tornar alcoólatra por ter tomado uns goles de quentão uma vez por ano na escola. A medida, além de tudo, é completamente inócua. O problema que é que ao redor de escolas sempre há bares ou lanchonetes abertos onde é muito fácil qualquer menor comprar um litro de cachaça. É muito mais fácil controlar e proibir a venda de quentão para crianças numa festa junina escolar do que a venda de bebida alcoólica em bares.
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