quarta-feira, 25 de maio de 2011

ALVO ERRADO I

A região viveu uma semana de manifestações das classes profissionais dos professores e agricultores. No caso dos agricultores, a manifestação ocorreu em todo o Brasil e misturou o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Pois muito bem. Sem dúvida, todas as reivindicações da classe agricultora são justas, assim como é justa também a cobrança de todos os trabalhadores do Brasil por melhores salários, educação de qualidade, saúde pública eficiente e tantas outras coisas. O que eu não concordo é com os métodos que se usa para protestar, como fechar o trevo de acesso à cidade, causando um enorme transtorno para quem precisa sair e entrar no perímetro urbano, ou fechar agência bancária, que, normalmente, já é um caos para quem precisa enfrentar filas.

ALVO ERRADO II

         A questão é onde acaba o direito de um e começa o direito do outro. Ou seja, todo o cidadão tem direito de protestar, reivindicar, buscar seus direitos, desde que não interfira no sagrado direito do seu semelhante. Aliás, o direito de ir e vir está inserido na Constituição Brasileira. Quarta-feira, muitas pessoas que saíram de seus empregos ao meio-dia e precisavam atravessar o trevo para chegar em casa e almoçar foram impedidas de passar, às vezes até com truculência. Coloquei o título dessa nota como “Alvo errado” justamente porque interditar trevo ou porta de banco não vai resolver nenhum tipo de problema. O alvo está em Brasília, não em São Miguel do Oeste ou em qualquer cidadezinha perdida no Brasil. Protestos têm que ser feitos em frente ao Palácio da Alvorada, na Explanada dos Ministérios ou em frente ao Congresso Nacional. O problema é que lá a polícia desce a borracha.

LÁ É DIFERENTE DE CÁ I (foto Dominique Strauss-Kahn)

A prisão nos Estados Unidos do poderoso diretor-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn (foto), mostra que pelas bandas da América do Norte a justiça funciona – e rápido – tanto para ricos como para pobres.  O velhinho é acusado de ter tentado estuprar uma camareira do hotel onde estava hospedado, em Nova York. É uma simples camareira, mas por lá o crime é punido sem olhar contra quem foi cometido. Segunda-feira, inclusive, uma juíza americana negou um pedido de fiança para Strauss-Kahn e ele continua vendo o sol nascer quadrado.  A defesa havia proposto que ele fosse solto mediante pagamento de fiança de 1 milhão de dólares, mas o pedido foi recusado.

LÁ É DIFERENTE DE CÁ II
      Outra diferença é o sistema penal deles comparado com o nosso. A pena para as sete acusações contra o diretor do FMI é de 74 anos. Por aqui o cara não iria pegar nem 5.  Para quem não sabe, o Fundo Monetário Internacional é uma organização de 186 países, trabalhando para promover a cooperação monetária global, assegurar estabilidade financeira, facilitar o comércio internacional, promover o emprego e o crescimento econômico sustentável e reduzir a pobreza em todo o mundo. Claro, tudo isso teoricamente. Imaginem o poder que o cara tem, mas mesmo assim foi em cana. Se fosse no Brasil ele estaria solto e a camareira presa por calúnia. Aqui, cadeia é só pra pobre.

REAÇÃO EM CADEIA

         A matéria do Gazeta sobre a demissão de funcionários do Hospital Regional está dando o que falar. Mais de 100 comentários já foram postados em nosso portal (www.portalgc.com.br), mas alguns são impublicáveis. Muita gente denuncia que já teriam sido demitidos mais de 30 servidores e que o clima seria de medo em meio ao quadro de funcionários. Bom, a matéria feita pelo Gazeta foi baseada em denúncias que chegaram até a redação e, como manda o bom jornalismo, foi ouvida a versão do Hospital pela sua direção. O resto são comentários que carecem de comprovação.

MUITO ESQUISITO

         O programa CQC, que vai ao ar pela Rede Bandeirantes nas noites de segunda-feira, fez uma matéria sobre a Marcha dos Prefeitos a Brasília e acabou achando por lá também vereadores de várias cidades brasileiras que foram ao evento. Muito estranho, mesmo porque a Marcha é promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e nada tem a ver com o Poder Legislativo. É justamente o que o repórter do CQC, Danilo Gentilli, questionou e chegou a perguntar para alguns se o motivo seria a gorda diária que será incorporada aos salários. E por falar em Marcha dos Prefeitos, na minha opinião, é um evento inútil e que não traz nada de benefícios. Acho que as viagens individuais de prefeitos à capital federal são muito mais produtivas.


TIO PATINHAS EXISTE 
         Um rico empresário comprou de mim um eletrodoméstico usado, que estava em casa sem serventia. Eu coloquei um anúncio nos classificados. Tabelei o produto a R$ 100,00, mas depois de muita choradeira tive que baixar para R$ 90,00. Isso me fez concluir que Tio Patinhas não é só uma criação genial de Walt Disney. Ele não só existe como também reside em São Miguel do Oeste. 



DA SÉRIE “O QUE ME IRRITA”

Me irrita profundamente ligar para algum lugar que tenha atendimento eletrônico. E aqui em São Miguel ta cheio. O problema é que a gente paga um minuto de telefone para ficar ouvindo aquela chata lista de ramais, falada arrastadamente geralmente por uma voz horrível. No final, sempre dão a opção de conversar com um atendente. Essa é a dita burocracia digital que torra o nosso saquinho. O meu já ta esturricado.

DA SÉRIE “POBRE TAMBÉM PODE TER”

Passear escutando música num MP3       



                                PARA PENSAR NO BANHEIRO

“Eu sou do tempo em que homem que comia homem era chamado de canibal”.

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