PAÍS DOS SONHOS I
O movimento “O Sul é meu País”, que novamente deu os ares da graça e colocou São Miguel do Oeste no roteiro de discussões, é uma entidade legalizada mais que organizada, embora seja considerada pela maioria como utópica ao defender a emancipação dos três estados do Sul e a formação de um novo país. Muitos são simpatizantes, mas evitam a exposição pública, já que, segundo a Constituição no seu artigo 1º, a República Federativa do Brasil é “formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”. O dispositivo torna inconstitucional qualquer movimento que tenha como objetivo direto ou indireto a dissolução do Estado brasileiro. Qualquer tentativa neste sentido pode dar até cadeia. Por outro lado, a mesma Constituição garante a liberdade de cada cidadão manifestar ideologicamente o seu pensamento, desde que, para tanto, utilize-se de normas infraconstitucionais.
PAÍS DOS SONHOS II
A formação de um país unindo Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul pode ser utopia, mas a ideia nos remete a uma realidade flagrante: estaríamos livres de pelo 80% dos problemas que afligem os brasileiros. Teoricamente o Sul é autosuficiente em quase tudo, com exceção do petróleo. Aqui plantamos de tudo, industrializamos de tudo, temos mar, matas, energia abundante, recursos hídricos importantes e, o melhor de tudo, o povo mais organizado, culto e inteligente do País. De quebra, nossa classe política é a menos envolvida em escândalos de corrupção, se comparada com a do Norte e Nordeste. Seria realmente o país dos sonhos, uma Dinamarca latina.
PAÍS DOS SONHOS III
Lá se vão 175 anos desde que o Sul tentou se rebelar contra o poder central. Foi na Revolução Farroupilha, ou, como mais conhecida, a Guerra dos Farrapos, um conflito regional contrário ao governo imperial brasileiro e com caráter republicano. Ocorreu na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, entre 20 de setembro de 1835 a 1º de março de 1845. As causas que levaram ao conflito armado não eram muito diferentes das que ocorrem hoje também, guardadas as devidas atualizações: descontentamento político com o governo imperial brasileiro, busca por parte dos liberais por maior autonomia para as províncias e revolta com os altos impostos cobrados no comércio de couro e charque, importantes produtos da economia do Rio Grande do Sul naquela época. Pois vamos então formar um novo País, desde que o Oeste venha a ser um dos estados e que a capital, logicamente, seja São Miguel do Oeste.
A VOLTA DOS 13 I
As câmaras de vereadores do País ganharam o direito de escolher se querem um Legislativo maior, com mais cadeiras, ou se fica como está. Em algumas cidades de Santa Catarina as câmaras já se posicionaram e, pasmem, algumas optaram em continuar com o número de legisladores que havia sido fixado. Em São Miguel do Oeste a Câmara deverá fazer uma consulta pública, mas a presidência não especificou por qual meio. Eu particularmente acho que quanto mais representatividade tiver a população melhor pra ela, desde que isso não onere os cofres públicos, ou seja, que não se aumente o atual valor de repasse feito pela prefeitura.
A VOLTA DOS 13 II
São Miguel do Oeste já teve 13 vereadores até pouco tempo atrás, portanto não seria uma ampliação do quadro propriamente dita, mas uma volta ao que já era. Acho até que isso traria, talvez, uma pluralidade maior em termos de partidos e, quem sabe, uma ampliação da bancada feminina, hoje com uma única representante. O mais importante, porém, seria uma maior pluralidade de ideias, o que, aliás, vem faltando na classe política atualmente.
ESQUECERAM DE MIM
Faz um ano pra mais que há um trator com placa de vende-se próximo ao trevo da Terra Viva, na BR-282. Na plaquinha tem o telefone do proprietário, inclusive. Como o trator está lá abandonado, sob as intempéries e na maior solidão, resolvi fazer uma boa ação e colocar este classificadinho aqui “No Alvo” para ver se alguém se interessa pelo negócio. Juro que não estou ganhando comissão.
DA SÉRIE O “QUE ME IRRITA”
Me irrita muito o preço que se paga no Brasil para se ter o conforto de Internet em casa, uma coisa que em quase todos os países desenvolvidos já é de graça. E o pior é que Santa Catarina temos que aguentar o monopólio da OI para telefonia fixa. Simplesmente somos obrigados a engolir o preço e ficar quieto. Baixa o preço dessa porcaria aí, pô!!!!!
DA SÉRIE “POBRE TAMBÉM PODE TER”
Moto Kawasaki
PARA PENSAR NO BANHEIRO
“Dinheiro não compra felicidade, mas compra pílula do dia seguinte, o que é quase a mesma coisa”.

