MUITO BOM
Este colunista gostar de dar pau (no sentido de dar paulada, claro), mas também é preciso elogiar quando merecido. Este colunista gostou muito do cerimonial de lançamento da Expo São Miguel 2011, realizado sexta-feira, no Parque Rineu Gransotto. Cerimônia rápida, com discursos enxutos e sem muita frescura ou politicagem. A comida tava uma maravilha e o calorão que fez transformou a cervejinha gelada num prazer à parte. O show de ginástica rítmica de uma uma meninada de Chapecó foi também um dos pontos altos. Enfim, a opção por uma coisa mais simples e despojada tirou aquela coisa enfadonha que se vê na maioria dos eventos sociais por aqui.
INEXPLICÁVEL
Olha, não vou mentir. Nenhum dos shows que estarão na Expo São Miguel faz parte do meu gosto pessoal. Isso não quer dizer, é claro, que são ruins ou de má qualidade. Acho até que as opções apresentadas vão levar multidões para o parque de exposições. Me atenho principalmente ao “cantor” Amado Batista. Esse cara é realmente um fenômeno inexplicável. O cara é mais feio que facada no olho, canta mal pra cacete e suas letras são menos criativas que uma lista telefônica. Mas o cara já vendeu mais de 25 milhões de discos, seus shows superlotam e o dito cujo simplesmente tem dois jatinhos particulares, um para viagens e outro só para visitar suas fazendas. Vai entender. Gosto é gosto, dizia uma velhinha comendo sabão.
FALSO MORALISMO
Em nome do “politicamente correto”, o Brasil aos poucos está se transformando num país hipocritamente incorreto. Hoje não se pode mais fazer piada sobre nada porque já levanta um pretenso defensor das minorias para crucificar o vivente. Foi o que aconteceu com o comediante Rafinha Bastos, do programa CQC, da Rede Bandeirantes. Por causa de uma piada infeliz envolvendo a cantora Vanessa Camargo, feita no programa, que é ao vivo, o cara foi suspenso e provavelmente vai perder o emprego. Agora a bola da vez foi o cantor Bruno, da dupla sertaneja Bruno e Marrone. Num show nos Estados Unidos, ele disse no palco que o “O Brasil tem muito peixe, mas também ta cheio de piranha”, em alusão à multiplicação das ridículas mulheres frutas, BBBs e outras pretensas celebridades. Hoje no Brasil não se pode mais fazer uma piada sobre bichinhas, mas políticos podem roubar, maridos bêbados podem espancar e matar suas mulheres, pedófilos continuam estuprando crianças e a televisão aberta é um festival de pornografia em horário nobre. É o verdadeiro País do faz de conta.
DA SÉRIE “O QUE ME IRRITA” - DOSE CAVALAR I
Isso me irrita e com certeza irrita qualquer um. São os chamados call center, aquele serviço (porco) oferecido por empresas de telefonia, de cartões de crédito, de TVs a cabo, de bancos, etc,etc, teoricamente (e só teoricamente) para resolver problemas de seus clientes Semana passada levei cinco dias para conseguir falar com uma atendente da Via Embratel, já que tinham cortado o sinal da minha TV por assinatura devido a um erro do banco que não debitou a mensalidade na minha conta. Quando você liga, aquela irritante voz eletrônica começa a despejar um monte de opções que você deve escolher teclando em um determinado número do aparelho de telefone. Assim que você escolhe a opção, uma outra voz eletrônica lhe informa que todos os atendentes estão ocupados e pede para aguardar.
DA SÉRIE “O QUE ME IRRITA” - DOSE CAVALAR II
Aí começa o calvário. Entra uma não menos irritante musiquinha tocada em um piano também eletrônico. Contei no relógio. Trinta minutos escutando “Garota de Ipanema”. Experimentei ligar 1h30 da madrugada. Mais 30 minutos, desta vez escutando My Way, de Frank Sinatra. Depois de cinco dias sem TV e de ter trincado o aparelho de telefone de tanto socá-lo, domingo foi a vez de “Como é grande o meu amor por você”, do Roberto Carlos. Que os anjos digam amem. Dessa vez foi só 30 segundos de pianola. Uma mulher de sotaque enjoado me atendeu e bastaram dois minutos para ter meu problema resolvido, com o sinal da TV restabelecido. Pô!!!! Vão me irritar assim lá na caixa-prego. (Significado: Caixa Prego é uma pequena cidade da Bahia. Como fica muito longe da capital, as pessoas dizem que caixa-prego é algo distante demais)
SEÇÃO “MELA CUECA”
SEUS OLHOS
A deusa daquela rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol, num dourado sonho
Vai claridade buscar
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol, num dourado sonho
Vai claridade buscar
Meus olhos são poças d'água
Um espelho da minha mágoa
Sonhando com o seu olhar
Um espelho da minha mágoa
Sonhando com o seu olhar
DA SÉRIE “POBRE TAMBÉM PODE TER”
Pesca esportiva
PARA PENSAR NO BANHEIRO
“Correios em greve, bancos em greve, saúde em greve. Ainda bem que as cervejarias são empresas privadas.”


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