O VASSOURÃO DA DILMA I
Depois de 40 anos, a presidente Dilma Rousseff está ressuscitando um símbolo que fez muito sucesso na campanha presidencial de 1960, quando o então candidato Jânio Quadros usou a figura de uma vassoura, com a qual dizia que iria varrer a corrupção do Brasil. Se ele conseguiu não se sabe, pois um ano depois de eleito renunciou à presidência alegando forças ocultas. A renúncia de Jânio, eleito pelo Partido Democrata Cristão (PDC), abriu as portas para o conluio que levou à cassação do vice de Jânio, João Goulart, do PTB, e a instauração da ditadura militar em 1.964. O resto todo mundo já sabe. Foram 21 anos de regime ditatorial e sangrento, até que em 1985 o Brasil voltou a respirar os ares da democracia.
O VASSOURÃO DA DILMA II
O que a presidente Dilma Rousseff fez e está fazendo no Ministério dos Transportes mostra que a mulher não está para brincadeira. Aliás, faz o que Lula deveria ter feito e não fez. Ele foi condescendente com a corrupção e fechou os olhos e os ouvidos para as denúncias da imprensa durante os oito anos em que esteve no poder. A podridão no Ministério dos Transportes, especialmente no Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), não é de agora. É um câncer que vem minando os recursos do País desde sempre num setor estratégico. Nossa malha rodoviária está destruída, mas bilhões de reais caíram no orçamento anual do Ministério de Transportes. Pelo menos 50% disso foi para o ralo da corrupção.
O VASSOURÃO DA DILMA III
Apesar de Dilma Rousseff vir cumprindo o que prometeu ao eleitorado de não compactuar com a bandalheira, é preciso que ministros ou diretores de autarquias pegos com a mão na massa sejam exemplarmente punidos, não só com a perda do cargo, mas também judicialmente. A administração pública é sagrada. Não é lugar para corruptos ou quadrilheiros que, quando localizados, se escondem nas brechas da lei para escaparem. Oxalá Dilma Rousseff continue com o propósito de varrer a roubalheira que campeia no serviço público brasileiro e instaure e moralidade neste País.
REINCIDENTE I
Quem morava aqui na região em 1999 deve se lembrar do médico Pedro Augusto Ramos da Silva, que atuou em vários municípios, como Paraíso, Iporã do Oeste, São Miguel do Oeste e alguns outros. Pois este colunista está há 12 anos respondendo um processo judicial movido por esta persona e pelo Hospital Nossa senhora das Mercês, de Iporã do Oeste. O processo por danos morais, calúnia e outras “cositas” mais corre na Comarca de Joinville porque, junto comigo, também está sendo processado o Jornal A Notícia, daquela cidade, no qual fui correspondente por nove anos. A ação judicial foi movida em função de uma reportagem de capa feita por mim denunciando erros médicos grosseiros e irregularidades das quais o médico era acusado e que supostamente foram cometidos no hospital de Iporã do Oeste.
REINCIDENTE II
Surpresa minha quando me deparei de novo com o nome deste médico outra vez envolvido em coisa cabeluda, desta vez no Estado do Acre. O material está na versão on-line do Jornal Ecos da Notícia, de Cruzeiro do Sul. Lá, Pedro Augusto Ramos da Silva é acusado de ter se negado a atender uma gestante em trabalho de parto, além de ter praticado agressão moral contra a paciente. Na mesma matéria, é citado que Pedro Augusto Ramos da Silva já respondeu processos por crimes médicos em Santa Catarina , Pará e Mato Grosso. De acordo com o levantamento do Ministério Público de lá, ele foi acusado no município de Iporã do Oeste de realizar 40 cirurgias em apenas um dia.
REINCIDENTE III
Além de tudo, esse mesmo médico esqueceu uma toalha cirúrgica na barriga de uma jovem após o parto em Iporã do Oeste. Uma beleza de profissional. Não temo e nunca temi processo. Em 30 anos de profissão já levei vários, mas nunca fui condenado. Na verdade, acho que jornalista que nunca levou um processo na vida não é grande coisa. Só mostra que jamais correu atrás de assuntos polêmicos ou teve coragem de mexer com poderosos. Não fede, nem cheira.
VAMOS TRIPUDIAR
A virtual falência econômica dos Estados Unidos e também de parte da Europa mostra que estamos mesmo no fim dos tempos. Quem poderia imaginar que um dia o Tio Sam ia à breca. Não achei que viveria para ver isso. Me faz lembrar o verso da música “Do Terceiro milênio para frente”, do grande Zé Ramalho. Olha aí a profecia:
Neste tempo os norte-americanos
Pedirão o dinheiro para a gente
Nós faremos com eles prontamente
Tudo o quanto conosco eles têm feito
Tudo o quanto conosco eles têm feito
DA SÉRIE “O QUE ME IRRITA”
Me irrita empresa do ramo imobiliário que trata os clientes como se fossem lixo. Me irrita mais ainda quando colocam pessoas mal educadas, obtusas e sem qualquer preparo para lidar com o público.
DA SÉRIE “POBRE TAMBÉM PODE TER”
Sandálias Rider
PARA PENSAR NO BANHEIRO
“Minha namorada me pediu um presente caro de aniversário e eu exagerei. Fui lá e comprei um litro de gasolina pra ela”.



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